A Estação Ecológica Juréia-Itatins é uma das maiores e mais importantes reservas ambientais do Brasil. Com cerca de 80 mil hectares de Mata Atlântica preservada, ela se estende pelos municípios de Peruíbe, Iguape, Miracatu, Itariri e Pedro de Toledo — e guarda, em seu interior, algumas das cachoeiras mais belas do litoral paulista.

Cachoeira do Paraíso: a mais acessível

A Cachoeira do Paraíso é o ponto mais visitado da Juréia e também o mais fácil de acessar. Está localizada a cerca de 25 km do centro de Peruíbe, e a trilha até a piscina principal tem apenas 350 metros — menos de 5 minutos a pé por uma mata fechada de Mata Atlântica.

A queda d'água principal forma uma piscina natural de água cristalina e temperatura agradável, mesmo no inverno. É ideal para famílias com crianças, desde que respeitadas as limitações de segurança.

Importante: o número de visitantes é limitado a 270 pessoas por dia. Nos fins de semana e feriados, é essencial fazer reserva com antecedência pelos canais oficiais da Estação Ecológica.

Como funciona a visita

Por ser uma Estação Ecológica — o grau máximo de proteção ambiental no Brasil —, toda a visitação deve ser feita com guia credenciado. Não há acesso livre ao interior da reserva. Os guias locais, muitos deles moradores tradicionais da área, conhecem cada trilha e costumam enriquecer o passeio com histórias sobre a fauna, a flora e a cultura caiçara.

As trilhas variam de fácil (como a da Cachoeira do Paraíso) a moderada e difícil (que levam a praias remotas como a Praia da Juréia e a Praia do Una do Prelado). Para as trilhas mais longas, é necessário reservar com dias de antecedência.

O que mais ver na Juréia

  • Praia da Juréia: acessível apenas por trilha ou barco, é uma das praias mais isoladas do litoral sul — praticamente sem visitantes fora da temporada.
  • Praia do Una do Prelado: longa faixa de areia com desembocadura de rio, flora exuberante e quase nenhuma construção.
  • Rio Una: passeio de caiaque ou canoa pelo rio que atravessa a reserva, com observação de aves e vegetação de várzea.
  • Ruínas do Imperador: vestígios históricos no interior da mata, com a narrativa da colonização da região.

Dicas práticas

Use repelente (a Juréia tem mosquitos, especialmente no outono/inverno). Leve roupa que possa molhar — as trilhas até as cachoeiras muitas vezes passam por pequenos cursos d'água. Não deixe lixo na trilha. E, acima de tudo, respeite o lugar: a Juréia sobreviveu décadas de pressão justamente pela vigilância da comunidade local e dos órgãos ambientais.

Morar ou investir em Peruíbe significa ter a Juréia como vizinhança. É um privilégio que pouquíssimas cidades do Brasil podem oferecer.